E o APS – Advanced Planning and Scheduling é tudo isso mesmo?

APS (Advanced Planning and Scheduling) é a sigla dada a ferramentas de software, sistemas de computador que fazem o sequenciamento, com capacidade finita, das ordens de produção de uma indústria, e geram planos de produção realistas e confiáveis, por respeitarem a real disponibilidade de recursos produtivos, as restrições operacionais, as condições de demanda geradas pelo ERP e as políticas de atendimento da empresa. Ao sequenciar a ordem das “ordens de produção”, os sistemas APS consideram, simultaneamente, os turnos de trabalho e a eficiência estimada de máquinas e operadores, a necessidade de ferramentas acessórias, os tempos de setup, além de prioridades e datas de entregas prometidas, evidenciando uma necessidade de forte integração com o ERP presente na indústria e este precisa ser capaz de entregar estas informações.

Estas ferramentas de software têm como principais características a rapidez e a performance no processamento dos dados ofertados pelo ERP; criam um cenário muito realista e dão precisão nas programações geradas; traz à tona elevada capacidade de se refletir sobre a realidade operacional dos diferentes sistemas de produção e a alta tecnologia com que são desenvolvidos. Certamente, no mundo ideal, poderíamos citar todas as vantagens destas ferramentas e tudo que ela pode trazer a indústria e seu crescimento, mas…

Mas as aplicações APS podem ser muito interessantes, e por nossa experiência de décadas na vida das indústrias percebemos que existe um bom número de empresas de software ofertando tais soluções, algumas não viáveis e outras interessantes, contudo, existem pré-requisitos relevantes para uma indústria assumir o investimento em tais ferramentas, até mesmo pelo custo dos produtos (os APS´s) e das “consultorias” de implantação delas. Um erro crasso e, comumente encontrado, vislumbramos em uma empresa da serra Gaúcha que fez um expressivo investimento em um APS renomado no mercado, e depois de meses de trabalho na implementação da ferramenta, mudanças irracionais nos roteiros de produção de seus produtos entre outros impactos na rotina do negócio aconteceu o seguinte:

“Tudo certo, sequenciamento das ordens entregues pelo ERP realizado com sucesso, restrições devidamente estabelecidas e afetando com qualidade este ordenamento, a ferramenta checou as ordens de compras e o estoque e deixou tudo alinhado como se esperava então é só usar”. Não, não é verdade, naquele dia o Sr. Manuel (nome fictício), responsável pela primeira operação da fábrica (corte e dobra) não veio trabalhar e as ordens de fabricação a ele atribuídas, que de acordo com o APS deveriam dar início em horários pré-definidos não aconteceram e, até se encontrar um substituto para o Sr. Manuel, toda a dependência a ele foi afetada. Pior ainda, o fornecedor da solução, por inexperiência ou má fé, ou ambas as razões, não trataram com o Cliente as surpresas passíveis de acontecer e que poderiam afetar o bom andamento e os resultados do projeto.

Este caso ocorreu lá em 2014 e ao visitarmos a empresa agora em 2021 a “bendita” ferramenta ainda não estava operacional ou melhor, não estava em uso por conta de não trazer benefícios ao planejamento da produção da indústria aqui citada. É muito comum, e sonho de muitos gestores, não ter atrasos em suas linhas de produção, ter um PCP redondinho e entregando com 100% de assertividade seus pedidos. Dois erros foram cometidos neste projeto:

1- O primeiro deles é que sem controle não há planejamento que se sustente, ou seja, sem o M.E.S. (Manufacturing Execution Systems), controle da manufatura. Lembre-se do cenário anterior, “demorou-se” muito para detectar que o Sr. Manuel não chegou para trabalhar e, depois, ainda mais tempo para encontrar um substituto que, ainda pior, poderia ter desempenho inferior ao do Sr. Manuel, originalmente planejado. Assim, só por este motivo, todo o planejado pelo APS, tudo se perdeu e deveria ser reprogramado;

2 – O segundo é que havia apenas um comprometido no negócio, o fornecedor da aplicação APS, o cliente tinha o desejo de resolução de suas dificuldades, só isto e aí ainda existem as questões de quebras nos processos, entregas de compras em atraso (sem previsão formalizada no ERP ou no APS), desempenhos operacionais ineficientes como uma das intercorrências imprevisíveis e outras até previsíveis, mas com altos custos para evitá-las (Ex.: aumento de estoques, sistemas geradores de energia robustos, entre outros).

Mas então, é ou não uma boa opção de investimento? SIM e NÃO, ele depende da saúde financeira da sua indústria (pois tem alto custo de aquisição/implementação), depende da capacidade de antever contratempos de seu segmento de mercado, da complexidade de seu processo produtivo como reiteradas terceirizações e outras variáveis não controláveis internamente. Em linhas gerais o APS se aplica bem a indústrias lineares, tipo fabricantes de fio condutor, que mantém processos repetitivos em suas linhas, serve para empresas que tem por objetivo ter uma visão futura de suas capacidades sem o compromisso absoluto de cumprir o planejamento proposto para sua indústria no APS.

Nós da Integrum teremos sempre a máxima satisfação em orientá-los nestes e outros assuntos referentes a sua produção e sua gestão, sinta-se à vontade para nos contatar.


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Paula Denise Carlos – comercial@integrum.inf.br

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Pedro Moacir Joazeiro

Sobre Pedro Moacir Joazeiro

Pedro é um líder de pensamento que se dedica em preparar pessoas para exercerem suas funções com maior eficiência, qualidade e LIBERDADE entregando-lhes motivação e inspiração. Sua jornada como empreendedor é impulsionada por uma paixão genuína pela indústria, presente desde os primeiros dias de sua carreira. Formado em eletrônica pela Fundação Liberato em 1989, Pedro utilizou essa base sólida de conhecimento para desenvolver um espírito empreendedor e uma busca incessante por inovação compartilhada pelos diversos times em que se faz presente. Após uma breve experiência no regime CLT, aos 23 anos, fundou sua primeira empresa. Foi durante um projeto de controle de produção em tempo real para uma grande calçadista gaúcha, iniciado em 1990, que Pedro teve seu momento “eureka”. Ele identificou uma oportunidade de transformar a coleta de dados na produção em um produto de software revolucionário. Com sua visão clara e determinação incansável, Pedro liderou e estimulou seu time para a criação de uma série de módulos de Planejamento e Controle da Produção (PCP) para diversos setores industriais, culminando no desenvolvimento do poderoso ERP Integrum ERP, do qual atualmente é o principal definidor. Embora não possua mestrados ou titulações, Pedro compensa isso com sua habilidade inata de empreender e liderar. Seu desejo incessante e capacidade de reunir talentos e conduzi-los na realização de um sonho empreendedor é notável. Além de liderar a equipe por trás do Integrum ERP, Pedro dedica-se profundamente como consultor de gestão empresarial, focando-se a elevar o desempenho e a cultura organizacional das empresas com as quais trabalha, relacionando-se desde o operador de máquina ao sócio/diretor do negócio com o propósito simples de estimulá-los a serem melhores do que já são. Fora do ambiente corporativo, Pedro encontra prazer na cozinha e dedica parte de seu tempo a projetos sociais que visam contribuir para a comunidade. Sua filosofia de vida é simples: evoluir constantemente e fazer a diferença positivamente, seja no mundo dos negócios ou na vida das pessoas ao seu redor.