O planejamento que funciona no papel e falha na linha
Planejamento e Controle da Produção (PCP) é uma das áreas onde a distância entre o que consta na planilha e o que acontece de fato na linha costuma ser maior. E essa distância tem um custo elevadíssimo.
A Quebra Sistemática do Plano
O plano teórico é desenhado assumindo capacidade ideal de máquinas, lead times médios e operadores sem imprevistos. Quando chega ao chão de fábrica, esbarra em setups mais longos, insumos atrasados, retrabalhos e quebras operacionais. O plano quebra e a resposta padrão passa a ser o improviso.
Ter flexibilidade operacional é essencial. O desastre acontece quando a improvisação substitui o planejamento sistematicamente. Quando toda semana surge uma "urgência" que invalida o cronograma, o planejamento deixou de cumprir seu papel.
"PCP que funciona no papel mas falha na linha não é problema de execução. É problema de premissa: o plano foi feito com números que a fábrica real não confirma."
Um planejamento confiável se apoia em três pilares: histórico real de velocidade e paradas, consideração de variabilidade estatística e integração em tempo real com compras, manutenção e expedição.
Capacidade instalada x capacidade disponível
Capacidade instalada é o máximo teórico que um maquinário rodaria em condições perfeitas de laboratório. Já a capacidade disponível é o que sobra após subtrair paradas programadas de manutenção, setups, trocas de turno e perdas históricas de rendimento. Usar a capacidade teórica para planejar entregas é a receita garantida de atrasos crônicos.
O seu PCP programa ordens de fabricação usando a capacidade teórica dos catálogos ou a capacidade real apurada na sua operação?
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